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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


Sonho

por cunha ribeiro, Terça-feira, 18.11.14

 

Sonhei com a minha aldeia

Vi riachos e ribeiros

Vi noites de lua cheia

Vi regatos e  outeiros

 

 Minha casa junto às fragas

Encostada como um berço

baloiçava sobre vagas

Minha mãe rezava o terço

 

Sem ruídos de cidade

Só o som do velho sino

Ouvi  soar a verdade

E vi nela o meu destino

 

E no final do meu sonho

Vi minha aldeia distante

Um pesadelo medonho

Um casario sem gente

 

Perdera a luz radiante

Deixara de ser tão bela

Mas apesar de distante

Não sobrevivo sem ela

 

A. Valtique

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às 11:53

REVIVER A INFÂNCIA EM PARADA DO CORGO

por cunha ribeiro, Sábado, 23.03.13

 II. VIAGEM A SOUTELINHO DO MONTE

 

Pouco tempo depois, outra inesquecível viagem. E que viagem, amigo!  De táxi. Lá vais tu, sentado no banco de trás, ao colo da tua madrinha. Vais aturdido com a bravura e destreza de um chofer de táxi que te faz galgar entre muros e árvores, no aperto das curvas da estrada, por altos e baixos, até Soutelinho do Monte, terra da Dona Carolina, velha professora primária. A sorte que tiveste em conhecer aquela senhora! Mas conta, conta tu, pois só tu podes narrar o gesto inesquecível.

 

 “ O chofer deixou-nos à porta da Dona Carolina. Entrámos, cumprimentámo-la, achei que tinha má cara, e logo que pude raspei-me para o quinteiro, onde uma lata vazia me despertou o instinto do xuto. Desato aos pontapés a torto e a direito, abstraído de tudo à minha volta, sem perceber que estava a ser observado. Era a Dona carolina que, mal terminou a conversa com a madrinha, se dirigiu na direção dos ruídos da lata, em pleno quinteiro. Que, certamente, a incomodavam. Chamou-me. Pronto, pensei, de uma boa chapada já não me livro. E fui, cheio de medo. Ela olhou para mim, eu baixei a cabeça, tentando esconder a vergonha, e preparar receção ao inevitável tabefe. Eis se não quando, estende-me a mão e dá-me uma bola. Uma pequena bola de borracha, verde, leve, que saltitava quando batia no chão. Com ela podia  dar toques, jogar de cabeça, e praticar outras habilidades. Era a minha primeira prenda. O único brinquedo a sério até àquele momento! Olhei na direcção dos olhos da Dona Carolina. Sorria, o seu rosto, agora bonito, transfigurou-se. Os seus olhos, agora luminosos, brilhavam de alegria. Tive vontade de a abraçar, mas a minha timidez impediu-mo. Ainda bem que me deu um beijo, me pôs suavemente a mão na cabeça, e me disse: “ Vai, meu filho, vai agora jogar”.

 

Voltaste para casa cheio de orgulho do teu brinquedo. Mostraste-o aos teus irmãos embevecido. E os três jogastes dias a fio com ela, até ao furo que lhe deu fim. E é assim, esfusiante de euforia, mas prisioneiro da dúvida, e da timidez, que tens medido, algumas vezes, a pequenez da tua humana estatura, sentindo que és nada no mundo que te rodeia. Por isso te instalas no teu cantinho, entre as paredes graníticas da angústia e as janelas abertas da audácia. Essa ambivalência que te veio do berço são as amarras e a vela do barco onde vais sulcando a viagem da tua vida. Daí o assombro de sensações por ti revivido um pouco mais tarde, em poesia sôfrega e contida, numa outra viagem alucinante, sob o comando de um Engenheiro Naval, inventado num intervalo crepuscular, por F. Pessoa."

 

FCR

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às 18:58

Um Nome Esquecido

por cunha ribeiro, Domingo, 27.01.13

 

Hoje foi-me dito, por quem tem ainda boa memória, que a Sra Emilinha ( irmã do Sr Joãozinho) terá doado 50 "contos" para as obras da capela do Santo. E que também  terá sido a mesma (benemérita) que doou a horta Junto à capela ( aí existente ainda na década de cinquenta, e na metade da de sessenta) com a finalidade de transformar o triângulo de caminhos  estreitos que lá existia num dos maiores Largos da Aldeia.

Espanta-me pois que quem tem o poder de fazê-lo ainda não tenha ainda proposto o nome da Freira Emília Chaves para honrar esse largo com o seu nome.

 

FCR

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às 21:08

A Família do Asdrúbal, algures, na Suíça, este Natal

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 03.01.13

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às 13:58

NO "GRUPO A" VENCE A ALDEIA DE "CASTELO DE AGUIAR". PARABÉNS AOS CASTELENSES.

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 19.12.12

 

 O Concurso vai ter que avançar. E como nenhuma aldeia obteve um mínimo de 20 " votos" ( Likes/gosto), vamos ser flexíveis nas regras e adoptar como mínimo metade dos "votos", ou seja: 10 VOTOS ( LIKES/GOSTO).

 Assim, no GRUPO A, saiu vencedora a ALDEIA DE CASTELO DE AGUIAR, com 14 VOTOS. A GRALHEIRA ficou em SEGUNDO LUGAR, com 5 VOTOS, o que lhe poderá valer uma eventual repescagem... Todas as restantes aldeias tiveram apenas 3 VOTOS.

 O GRUPO B será divulgado o mais breve possível.

 

FCR

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às 09:26

Acima do Nevoeiro

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 17.12.12

 

24 de Dezembro, ano de 1967, 10 horas da manhã. Hoje vamos os três. As vacas, esfomeadas, berravam já sem parar.  Já de madrugada haviam soltado uns berros. Pudera,  a fome aperta. Havia alguma palha e feno, mas Janeiro e Fevereiro eram meses danados. A neve, e as cheias cobriam o pasto. Na corte, dias e noites seguidos, só palha, ou feno. E, de quando em vez, para que a pele não desse no osso, um balde de batatas cozidas com casca, e farelo à mistura.

Meu pai:

- No alto da serra, na queimada ou na Rechenzinha, há algum pasto. E se não houver, matam o vício. Passeiam. Não ficam à espera do feno e da palha. Assim, não ougam.

 Lá fomos os três rapazolas. O frio cortante queimava as orelhas. O nevoeiro cerrado tapava tudo para lá de um palmo à nossa frente. Só víamos a "marela", porque tinha o pêlo arruçado, e porque era a mais vagarosa e trapaceira. As outras duas, sumidas no "fumo" frio, lá iam à frente pela calçada do Ti Pedro acima.

 Fomos assim até Ribeiro Côvo. Ali chegados, o Sol mostrou-se sem qualquer rodeio. Era quente. O Céu, azul, de um lado ao outro da abóbada, por cima do Vale do Corgo. O mundo transfigurara-se, num ápice,  por cima e por trás, e, agora, à frente de nós.

 Olhámos ao fundo, na direcção da aldeia. Nem uma telha. Por cima da Corte do Pereira, um mar de algodão ondulava até ao sopé do  Castelo.

Nós, de regresso à realidade:  " Jogamos o fito?"

- Vamos a isso!

Quatro lascas de granito que o tempo havia talhado à medida, do fragaredo vizinho, estavam ali à mercê. Dois pedregulhos de base larga, fizeram de pino. Toca a jogar.  Prémio dos vencedores? Andar de "burro" de pino a pino, levado às costas por quem perdia.

 Assim foi a tarde do dia de consoada. Alegre, feliz, no cimo da serra.  Trabalho, jogo, e  brincadeira fluiam numa harmonia fantástica.

O regresso, até à aldeia, foi animado:

 - Eu escolho "letria", dizia o mais velho ( Numa época em que a "velhice" era um "posto"...).

- Eu escolho "rabanadas", dizia o do meio, ainda vitorioso.

- E eu escolho... ( mais difícil a escolha...agora...), eu escolho... confeitos, dizia eu, contente, apesar de tudo, pensando que já nenhum outro podia tocar, antes de mim,  nos confeitos - esse doce inesquecível de natais simples, felizes, e memoráveis.

E o jogo da "escolha de guloseimas", inventado por nós,  continuava até ao último "lembisco"  possível.

 Eis-nos em casa. A marela, a cabana, e a briosa já recolheram à corte, de pança cheia. Vão passar o Natal deitadas nos fetos secos que lhe trouxemos para lhes suavizar a cama de tojo. À ceia vão ruminar a erva do monte, enquanto nós, na cozinha, por cima, a trocar o nosso calor pelo delas,  sentados no escano, junto à fogueira, nos vamos refastelar de  canaveques rachadas a esfarelar,  de bacalhau, e de troncha, regados a azeite virgem de Vila Flor. E no fim, antes da missa do galo, provaremos juntos, e ao mesmo tempo,  a "letria" e as rabanadas, os bolos e os confeitos suados, ganhos no jogo do rapa, que "o da escolha" foi apenas uma feliz brincadeira.

 

FCR

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às 22:48

Fátima Monteiro: "Natais de Outrora"

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 10.12.12

Antigamente, era uso e costume nas longas e frias noites de inverno fazerem serão .

Como não havia televisão nem cafés, e nesse tempo as pessoas da aldeia eram muito unidas, iam umas para casa das outras passar o serão .

Ali ficavam até altas horas a confraternizar. Contavam-se anedotas ,histórias ,falava-se de assuntos contemporâneos e de outros tempos ,cantavam-se cantigas da aldeia ,uma tradição que hoje em dia se perdeu.

Em minha casa não era diferente ,com a presença sempre esperada e muito bem vinda da minha tia Maria ,e dos meus primos ,enquanto o meu tio esteve no Brasil. Depois, com ele também. Eram noites fantásticas ,cheias de alegria ,a minha tia fiava ,torcia ,dobava, e fazia na meia, a minha mãe nas tarefas da casa e da taberna ( o chamado café de agora), meu tio e meu pai conversavam, e nós os pequenos na brincadeira .

Nas noites à beira do Natal já só pensávamos na noite de consoada, para nos divertimos ,nos jogos do rapa ,do pião etc . Na noite de consoada ali estavamos todos reunidos ,em grande algazarra ,com os jogos , e minha mãe danada , porque só se viam confeitos no chão, os quais nós íamos “rapinar” em baixo, na loja. O meu tio era um castiço, a contar as aventuras da tropa e do Brasil

Ainda guardo ma memória uma que ele contava, e que todos nós gostavamos de ouvir.

Certo dia, estando ele num Botequim, entraram uns senhores e disseram para o que estava dentro do balcão: “Arreia aí cachaça galego de merda que aqui tudo bebe e ninguém paga!...”. O pobre do homem, a tremer de medo, lá os serviu, contrariado, o que eles quiseram ,e enquanto lhes apeteceu. Só quando arredaram, bêbados que nem carros, respirou de alívio”.

 

 E assim se passavam os serões,  divertidos ,alegres, e em família ...

 

 

 

Um feliz Natal, para todos os Paradenses, e amigos deste blog .

 

Fátima Monteiro.

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às 16:02

O Maledicente

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 05.12.12

 

 As pessoas que por tudo e por nada maldizem dos outros não estão entre as minhas eleitas para o convívio. Pois sei que amanhã, se eu estiver ausente, sou potencial vítima da sua maledicência. Quantas vezes arrasadora.

 Nós, os humanos, temos duas qualidades e dois defeitos a coexistirem connosco: somos  fortes e inteligentes, por vezes; somos frágeis e estúpidos, outras vezes. Quem me disser que nunca teve uma atitude estúpida na sua vida ou é  mentiroso, ou é gabarola. Nem o mais dotado de inteligência foi sempre inteligente.

 Ora, o maledicente tem ele também essas duas qualidades. Só que, ao contrário dos outros seres - os normais, que são ora inteligentes, ora estúpidos, em graus diferentes - o maledicente é inteligente e estúpido ao mesmo tempo. Isto é, nenhum maledicente é só inteligente, ou só estúpido. Quando é inteligente está também a ser estúpido, e quando é estúpido está simultaneamente  a ser inteligente. Explico melhor: Quando o maledicente tem um momento de inteligência é logo invadido pelo seu carácter permanente de estupidez que lhe desvia a razão e a clarividência e o encaminha para a estupidez. Por tudo isto o maledicente é a espécie de gente mais perigosa que existe. E tanto mais perigosa quanto mais  convivemos com ela. O maledicente quando se diz nosso amigo só o é enquanto não vira as costas.  Por trás, espalha tudo o que sabe de nós. Perdão, não espalha o que sabe de nós, tal e qual. Espalha aquilo que acha que sabe de nós, o que é bem diferente. É que enquanto o nosso amigo verdadeiro, embora conheça os nossos defeitos, não os revela, ou se porventura alguém lhos observa, caso haja exagero, sai em nosso socorro colocando-os no seu devido lugar, o malecicente, pelo contrário, exagera-os, deita-lhes todo o lixo que lhe sobra na  língua em cima deles. Para o maledicente, se alguém é distraído, sofre logo de alzheimer; se diz o que pensa com frontalidade, é "arruaceiro"; se critica pessoas com cargos importantes, é vaidoso ou tem a mania; se faz obras em casa, é traficante; se não vai à missa, está condenado ao inferno.

 É assim o maledicente. Aceite um conselho, caro leitor: Se um maledicente se aproximar de si, vindo pelo mesmo passeio, mude imediatamente de passeio, e será mais feliz.

 

CR

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às 09:54

Sra do Extremo

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 29.11.12

 

 Era Domingo. Eu, um ganapo, ainda. A minha mãe, sempre muito devota - às vezes até ao extremo - disse-me: "logo, depois de jantar (hoje dizemos almoço) vamos à Sra do Extremo".

 O que eu queria era o arejo, sair de casa. Como não conhecia, e o nome do sítio era de Santa, cheirava-me a festa. Por isso esfreguei as mãos, e ansiei desde logo a partida. 

 Fomos pela linha do Corgo ( quando o Corgo tinha uma linha), na direcção de Zimão. Nesta localidade do Vale do Corgo, havia Estação, ao contrário de Parada do Corgo, onde existia um pequeno apeadeiro. Logo ali os olhos se me esbugalharam. Um casarão, a Estação! E muitas linhas, umas ao lado das outras! Zimão, a partir daquele momento subiu na minha consideração civilizacional - era uma aldeia, mas tinha Estação!

 Passado o primeiro choque civilizacional, continuámos, ligeiros, até à gralheira, que passámos sem grandes reparos, e logo depois, Tourencinho.

 Ali chegados, a caminhada deixou a planura do Vale e começou a inclinar serra acima. Na falda da Serra, no primeiro ermo, havia uma minúscula capelinha. Minha mãe ajoelhou-se. Eu fiz o mesmo. Seguiram-se alguns pai nossos e avé marias. Levantámo-nos. Minha mãe apontou para o alto. "É ali, a Sra do Extremo".

 Constatei então que a caminhada ainda ia durar. Cerca de vinte minutos depois, eis que chegámos ao adro espaçoso da Sra do Extremo. Minha mãe começou-me a narrar uma história fantástica de um milagre que ali acontecera. Não me recordo ao pormenor, mas ainda retenho que algures por ali, jorrara azeite nos pratos e nas batatas dos operários da casa da santa do Extremo.

 Seguiu-se um terço, rezado de fio a pavio, em que eu tinha de responder, alto, e sem bocejar. Antes do nosso regresso, minha mãe pegou na garrafa vazia que tinha levado dentro de uma saquita, e encheu-a de água. Julgo que andava doente, e aquela água fazia melhor que qualquer remédio. " E havia muitas pessoas a quem o líquido fizera grandes milagres".

  O regresso, para meu regozijo, iria ser diferente. Bem perto da Sra do Extremo, passava a  estrada florestal que ia dar ao Viveiro. O percurso iria ser esplendoroso. Do alto da Serra as vistas seriam fantásticas com toda a certeza. E eis-nos em plena Padrela, estradão acima, na direcção do Viveiro.

  Visto do alto, o Vale, entre Tourencinho e Parada, era de um verde imenso e profundo. O rio corgo apenas se adivinhava no interior daquela serpente longa, verde, e filiforme de arvoredo que ora curvava na direcção da Estrada, ora torcia na direcção da linha que nos trouxera.

  Lá em cima, as curvas faziam render a caminhada. Ora estávamos na direcção de Zimão, ora  ainda  nas costas de Tourencinho.

  Chegámos enfim a Novais. De junto da Fraga, que dizem sinalizar a fronteira de entre Parada e Zimão, os Picôtos, ao fundo, ergueram-se majestosos diante de nós, e esconderam, no seu regaço ocidental, o Vale e o Corgo, na direcção do Pontido.

   No Viveiro, esplendor da Padrela, virámos à nossa esquerda. Descemos, já esfomeados, e com o cansaço a engelhar o passeio, até à Tapa, onde os regatos se faziam ouvir, entre o silêncio dos pinheirais. Continuámos a nossa descida vertiginosa, pelo ribeiro côvo, pela côrte do Pereira, pelos tojais, junto à casa do  Pedro.

  Chegámos, comemos, bebemos a água santa, enquanto a noite caía sobre o casario da aldeia.

 

FCR

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às 09:47

ECUMENISMO - A PROCURA DA UNIDADE

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 19.10.12

 

Ecumenismo é o processo de busca da unidade. O termo ecumênico provém da palavra grega οἰκουμένη (oikouméne), designando "toda a terra habitada". Num sentido mais restrito, emprega-se o termo para os esforços em favor da unidade entre igrejas cristãs; num sentido lato, pode designar a busca da unidade entre as religiões.

Dicionário Aurélio define ecumenismo como movimento que visa à unificação das igrejas cristãs (católicaortodoxa e protestante). A definição eclesiástica, mais abrangente, diz que é a aproximação, a cooperação, a busca fraterna da superação das divisões entre as diferentes igrejas cristãs.

Do ponto de vista do Cristianismo, pode-se dizer que o ecumenismo é um movimento entre diversas denominações cristãs na busca do diálogo e cooperação comum, buscando superar as divergências históricas e culturais, a partir de uma reconciliação cristã que aceite a diversidade entre as igrejas[1]. Segundo a Igreja Evangélica Luterana do Brasil, o termo ecumênico quer representar que a Igreja de Cristo vai além das diferenças geográficas, culturais e políticas entre diversas igrejas[2]. Nos ambientes cristãos, a relação com outras religiões costuma-se denominar diálogo inter-religioso. Este artigo foi desenvolvido na perspectiva do ecumenismo como a busca de unidade entre igrejas cristäs. 

 

 

COMENTÁRIO:

 

  Peguei neste texto para com ele ilustrar e tentar defender o meu pensamento, não apenas religioso, como também filosófico, ou moral. Ou seja, como princípio orientador de vida.

  Sabemos como é difícil agradar a todos. A história da criança, do velho e do burro, que todos devem conhecer, ilustra  bem esta verdade.

Mas será que tentar agradar a todos é uma atitude criticável? Em minha opinião, é e não é. É, se ao agradarmos B estamos a prejudicar de alguma maneira A, a quem também gostamos de agradar. Mas se não prejudicarmos A, vamos deixar de agradar B só porque A não gosta de B? Em minha opinião também não devemos seguir por esse caminho. 

  Julgo que todos devemos tentar ser "ecuménicos" nas nossas relações. E tentar ser "ecuménicos" é procurar encontrar pontos de convergência nas nossas vidas, nas nossas vontades. Não é tentar que sejamos iguais em tudo -  desejo impossível, já que somos diferentes em quase tudo.Mas é tentar que haja uma mesa comum onde nos possamos sentar e conversar.

  Concretizando, todos sabem o que se passa em Parada do Corgo. Há divisão entre as pessoas? Há. A prova está em organizar-se um convívio, como o de Agosto, e não aparecer "metade" do povo no mesmo; e dias depois, organizar-se outro convívio, e não aparecer a outra metade. Essa divisão é insuperável? Acredito que não.

  E por que razão eu acredito na possibilidade de uma futura união?

  Porque as pessoas podem ser diferentes, mesmo incompatíveis, mas há momentos em que são capazes de se juntar. Olhem, por exemplo na festa da aldeia. Por exemplo, na missa, ou mesmo nos funerais.

   O que é preciso é que haja um objectivo ou um acontecimento em que todos possam ter vontade de participar. E eu penso que um convívio como o que se fez este ano em S. Pedro, em Agosto, não pode ser um momendo de grande discórdia, de grande divergência de vontades. Só o é, enquanto houver pessoas submissas a intereses e opiniões divisionistas, e enquanto três ou quatro pessoas não enxergarem o mal que fazem ao povo mantendo-o na divisão.

 

FCR

 

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às 10:54

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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