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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


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por cunha ribeiro, Segunda-feira, 21.09.09

 

III

 

DO VIVEIRO AOS PICÔTOS
As aldeias têm sobre as cidades a enorme vantagem de poderem desfrutar de um “logradouro” comum, onde as pessoas se podem espraiar e respirar liberdade. E há certas aldeias que têm o privilégio de terem um vasto e bonito “logradouro”. E Parada teve a sorte de os deuses lhe terem concedido esse feliz privilégio.
E você que está de visita, e que já se deslumbrou com a maravilha que é o Viveiro, vai continuar o percurso dos caminhos que fazem do nosso logradouro comum um dos mais belos de toda a Padrela.
Desça então (devagar, pra não tropeçar) a vertente sudeste da nossa montanha. E siga as veredas que acompanham o “ribeiro da tapa”. Não espere uma marcha muito serena. Às vezes, corre sem querer, como se alguém o empurrasse deveras. Mas é a ladeira da serra que, aqui e ali, tem socalcos repentinos e inesperados.
Mas, não desanime, se gosta de passear lentamente. De quando em vez, o monte como que aplaina, e deixa-lhe ver, com calma e doce deleite, toda a paisagem à sua volta. Então repare: Já bem no alto, à sua esquerda, o “penedo redondo” endurece o vasto dorso da serra e parece ter rebolado do cimo duma  longínqua  fraga. Quem sabe se terá deslizado, num tombo brutal e aterrador, dum flanco desamparado da “fraga de novais”… ( Lá, onde o troço visível da velha “estrada florestal da Padrela” nascia aos nossos olhos. E, de longe a longe, um carro “luzia”, deixando no ar um remoinho de pó.).
Mas continue. Lance um olhar de menino ( ou menina) e surpreenda-se com a contínua novidade da natureza. E vá descendo. Descendo. Vá andando. Andando. Olhe aquele rebanho de ovelhas ali a branquear a verdura do lameiro, húmido e fresco. Veja as manchas castanhas e dispersas das vacas que pastam junto ao ribeiro. E oiça a água cantar nas pedras de espertos regatos. Veja, oiça e olhe. Dentro em pouco terá pela frente um curioso par de montanhas, largas e redondas na base e estreitando em cone, até ao cimo. ( Como se fossem duas torres de menagem, lembrando castelos de outrora, ali estão duas nobres montanhas a fugir do colo da sua mãe…)
Na  “fronteira” de entre Zimão e Parada, podia ter crescido um castelo de Pedra. Mas não. Cresceram duas enormes torres feitas de pedra, terra e vegetação. E às duas “torres” redondas, altas e estreitas na ponta, chamaram “picotos” – onde você está agora, espantado com esta estranha grandeza, já muito próxima do vale.
Mas que não deixa de ser uma bela e feliz, aparição.
( cont.)

 

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às 21:49


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