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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


O Centro Social Senhora do Extremo de Novo em Destaque

por cunha ribeiro, Sábado, 28.12.13

 

 Ao coordenar, juntamente com o professor de Moral da Escola C+S de V.P.A., a entrega de cabazes de Natal pelos mais carenciados do Concelho de Vila Pouca de Aguiar. Foram CINQUENTA os cabazes entregues.

 Parabéns a mais uma excelente iniciativa num domínio que as pessoas têm em geral votado ao esquecimento.

 

FCR

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às 19:05

Sra do Extremo

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 29.11.12

 

 Era Domingo. Eu, um ganapo, ainda. A minha mãe, sempre muito devota - às vezes até ao extremo - disse-me: "logo, depois de jantar (hoje dizemos almoço) vamos à Sra do Extremo".

 O que eu queria era o arejo, sair de casa. Como não conhecia, e o nome do sítio era de Santa, cheirava-me a festa. Por isso esfreguei as mãos, e ansiei desde logo a partida. 

 Fomos pela linha do Corgo ( quando o Corgo tinha uma linha), na direcção de Zimão. Nesta localidade do Vale do Corgo, havia Estação, ao contrário de Parada do Corgo, onde existia um pequeno apeadeiro. Logo ali os olhos se me esbugalharam. Um casarão, a Estação! E muitas linhas, umas ao lado das outras! Zimão, a partir daquele momento subiu na minha consideração civilizacional - era uma aldeia, mas tinha Estação!

 Passado o primeiro choque civilizacional, continuámos, ligeiros, até à gralheira, que passámos sem grandes reparos, e logo depois, Tourencinho.

 Ali chegados, a caminhada deixou a planura do Vale e começou a inclinar serra acima. Na falda da Serra, no primeiro ermo, havia uma minúscula capelinha. Minha mãe ajoelhou-se. Eu fiz o mesmo. Seguiram-se alguns pai nossos e avé marias. Levantámo-nos. Minha mãe apontou para o alto. "É ali, a Sra do Extremo".

 Constatei então que a caminhada ainda ia durar. Cerca de vinte minutos depois, eis que chegámos ao adro espaçoso da Sra do Extremo. Minha mãe começou-me a narrar uma história fantástica de um milagre que ali acontecera. Não me recordo ao pormenor, mas ainda retenho que algures por ali, jorrara azeite nos pratos e nas batatas dos operários da casa da santa do Extremo.

 Seguiu-se um terço, rezado de fio a pavio, em que eu tinha de responder, alto, e sem bocejar. Antes do nosso regresso, minha mãe pegou na garrafa vazia que tinha levado dentro de uma saquita, e encheu-a de água. Julgo que andava doente, e aquela água fazia melhor que qualquer remédio. " E havia muitas pessoas a quem o líquido fizera grandes milagres".

  O regresso, para meu regozijo, iria ser diferente. Bem perto da Sra do Extremo, passava a  estrada florestal que ia dar ao Viveiro. O percurso iria ser esplendoroso. Do alto da Serra as vistas seriam fantásticas com toda a certeza. E eis-nos em plena Padrela, estradão acima, na direcção do Viveiro.

  Visto do alto, o Vale, entre Tourencinho e Parada, era de um verde imenso e profundo. O rio corgo apenas se adivinhava no interior daquela serpente longa, verde, e filiforme de arvoredo que ora curvava na direcção da Estrada, ora torcia na direcção da linha que nos trouxera.

  Lá em cima, as curvas faziam render a caminhada. Ora estávamos na direcção de Zimão, ora  ainda  nas costas de Tourencinho.

  Chegámos enfim a Novais. De junto da Fraga, que dizem sinalizar a fronteira de entre Parada e Zimão, os Picôtos, ao fundo, ergueram-se majestosos diante de nós, e esconderam, no seu regaço ocidental, o Vale e o Corgo, na direcção do Pontido.

   No Viveiro, esplendor da Padrela, virámos à nossa esquerda. Descemos, já esfomeados, e com o cansaço a engelhar o passeio, até à Tapa, onde os regatos se faziam ouvir, entre o silêncio dos pinheirais. Continuámos a nossa descida vertiginosa, pelo ribeiro côvo, pela côrte do Pereira, pelos tojais, junto à casa do  Pedro.

  Chegámos, comemos, bebemos a água santa, enquanto a noite caía sobre o casario da aldeia.

 

FCR

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às 09:47

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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