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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


BARCELOS PELA PRIMEIRA VEZ

por cunha ribeiro, Sábado, 17.04.10

 

Entrar pela primeira vez numa cidade é, para mim, um fenómeno sempre estranho e sempre novo.

Nunca mais vou esquecer aquela osmose de sensações , quando, pela primeira vez, entrei na cidade de Paris, corria o ano de 1977.

Primeiro, uma leve e epidérmica comichão, ao avistar os envolventes arranha-céus da periferia; a seguir, o palpitar apressado do coração pela exaltante maravilha urbanística que, pouco a pouco, se desvendava aos meus olhos; depois, o espasmo orgânico que me invadiu, ao ver desfilar diante de mim aquela prodigiosa sequência de monumentos, cheios de encanto e de história.

 Aquele mundo exíguo e fechado de jovem aldeão, nascido e criado à beira do boi e habituado ao cheiro selvagem da urze, estremunhou perante aquele apoteótico choque civilizacional.

E Barcelos, como se vê Barcelos pela primeira vez?

Ia já nos meus trintas, quando tive o privilégio de assistir à sua aparição. Numa tarde tórrida de Agosto, vindo da Póvoa, alcancei Barcelinhos. No inevitável cruzamento, após noventa graus à esquerda, a rua descia a pique. E eu, ansioso, desci devagar, o mais depressa que pude. Ao fundo da rua, novo cruzamento. Este, agudamente angulado, ali à beira da ponte. Avancei, na encruzilhada, com as devidas cautelas. À frente, a ponte, estreita, comprida e romana, parecia atravessar o estuário de um rio. Já em plena travessia o assombroso espectáculo! O carro abrandou os seus ímpetos, rolando em ritmo de procissão. E o meu olhar destilou o intenso charme daquilo tudo: Em frente, estava o passado, gravemente erguido em torre, emblema perene, junto do glorioso castelo de Barcelos - todo arreminado e antigo, mas nobre como um avô embevecido a velar os seus netos.

Das duas margens do rio vinha uma aragem doce e selvagem. E o serpenteio das copas verdes dos salgueirais desenhavam-lhe largos flancos de sombras. As águas, límpidas, escorriam à beira de um vasto lençol de areia branca, onde jaziam aqui e ali corpos esbeltos já bronzeados.

Segui até ao largo do campo da feira, com aquela poderosa imagem a desenhar o seu espaço na galeria eterna da minha memória, alucinado e preso àquele prodigioso espectáculo, de um castelo que encanta com evocações do passado, e de um rio que estimula com sensações do presente.

 

 

 

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às 18:21

UMA VIAGEM IRREPETÍVEL

por cunha ribeiro, Sábado, 17.10.09

III

DE LOURDES A LA CIOTAT

 

 

Deixar a cidade de Lourdes, depois daquela noite espirituosa, em que os sentidos se não cansaram de fazer festas à alma, foi como largar um vício de qualquer coisa que já nos grudava àquele lugar.
O sítio é tão ébrio de cores, tão retalhado em contrastes, que uma semana exploratória não bastaria para lhe descobrir todo o corpo, quanto mais as cavernas da alma.
Mas a Itália esperava-nos e nós já sonhávamos com ela, enlevados pela aura e fama da sua história. E estava ainda bem longe dali. Por isso...
Eram quase dez horas, quando voltámos à estrada. Quisemos ir pela estrada antiga a fim de, no nosso vagar lusitano, inalar os afamados aromas do Sul de França.
Mas a expectativa gorou-se e a viagem foi monótona, seca e agreste até ao destino daquela noite: a linda "cidade" de
                           La Ciotat.
 La Ciotat, onde passámos a  terceira noite da nossa viagem, não foi uma escolha, foi um acaso.
A noite escurecia, com rapidez, à frente de nós. Marselha, onde estava previsto ficarmos, aproximava-se freneticamente. Nenhum parque de campismo visível de um lado e de outro, no lusco-fusco do fim da tarde. Atravessámos a urbe de lés a lés e... Nem parques, nem indicações deles, em toda a cidade, que, definitivamente, ficava para trás.
- Paciência! Disse um de nós. Há-de aparecer um raio de um parque, algures, por aí.
E, na verdade, escassos quilómetros depois de Marselha, lá estava a nossa bela hospedeira, escondida atrás de um morro soberbo. Ninguém duvidou, naquele momento, que era ali que ficávamos, pois Cannes era um belo filme para ver no dia seguinte.
 Havia dois parques. Escolhemos o segundo, ali bem perto da estação dos comboios que atravessam o Sul. À noite fomos passear pela praia e comer um cachorro "francês", num café onde se cantava karaoke. Adormecemos sob o ruído surdo da chegada de um comboio vindo de Oeste.
Horas depois, acordámos, despertados por idêntico ruído de uma composição que partia p`ra Leste.
                                                                                                                           

 

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às 17:26

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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