Created by Watereffect.net Created by Watereffect.net

Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


BLOGUE PARADA DE AGUIAR - Mais sobre mim


Colaboradores - Clique nas fotos para aceder aos textos de cada Colaborador

ela, 2. antonio candido . 8341659518_ecc98db9f2_m . Cândida dos Reis Dias Pinto . minha foto. agostinho ribeiro . agostinho . francisco gomes .

calendário

Outubro 2019

D S T Q Q S S
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031


página de fãs


Pesquisar

 

Google Maps


Ver mapa maior

PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


"Quem dá a quem o entende, não o dá que bem o vende"

por cunha ribeiro, Sábado, 17.01.15

 

Godim-1957-2.jpg

 

Terceira classe apenas, mas de quando em vez sai-se com tiradas que me surpreendem.

Fui buscá-la ao Lar de Tourencinho, hoje, ao começo da tarde. Não contava comigo. Pensava que "talvez no domingo", lá fosse fazer-lhe a visita da praxe. Ficou contente, porém.

Meti-a no carro. É preciso metê-la mesmo no carro. Segurando-a no ar. Arranquei, sem lhe dizer qual era o destino. Habitualmente levo-a até à casa da aldeia, para se entreter com as amigas.

Contudo, hoje,  lembrei-me de mudar de percurso. 

A primeira surpresa teve-a quando à saída de Tourencinho virei à esquerda na direção de Vila Real. Todavia, mesmo que estivesse surpreendida ela não o manifestou. Não se lhe lia no rosto o mínimo sinal da mais que provável interrogação mental sobre a inesperada mudança de direção. Talvez por estar entusiasmada com o que me estava a contar:

- Sabes quem me veio cá ver?

- Quem?

- O "Gostinho".

- Qual Agostinho?

- O Ti Agostinho Monteiro.

- Não me diga! Mas tem a certeza que a foi visitar a si?

- Bem, isso num te sei dezer, mas num me pareceu que fosse lá para visitar mais ninguém...

Pareceu-me melhor não indagar mais sobre o assunto. Estava visivelmente contente por lhe ter parecido que o Ti Agostinho Monteiro a fora ver só a ela, e não ia ser eu a perturbar tal satisfação. Até porque eu próprio gostaria que assim tivesse sido. 

Íamos já além do Covêlo, e ela ainda sem perguntar onde íamos.

Chegados à ligação da auto estrada, e entrados nela, mostrei-lhe a aldeia à nossa esquerda.

- Conhece?

Olhou... e passado um instante:

- Eu não.

- É Fortunho, pensei que conhecia Fortunho, a terra da Aurora ... Lembra-se?

- Ah! ... Pois... lembro ... lembro.

Notava-se que estava um pouco perdida no espaço. Mais asdiante, disse-lhe:

- Ali à direita é Vila Real.

Continuamos na auto estrada, na direção da Régua. Porém, continuava sem me perguntar para onde é que íamos.

- Aqui deve ser a Senhora da Saúde. Indagou.

Bem, pensei, já não está muito desorientada. De facto, à nossa esquerda, a dois ou três quilómetros em linha reta, talvez estivesse o recinto da grande festa da Srª da Saúde.

senhora da saude.jpg

 

Descemos nas calmas até à Régua. Já nesta cidade, junto à Estação perguntei de novo onde estávamos, confiado numa resposta acertada. Não, não sabia.

Rolamos agora junto ao Rio Douro.

- Então, mãe? Ainda não sabe onde está?

- O rio é largo. Parece o Doiro...

- Mas, é ou não é, o Douro?

- Ele parece...

- Claro que é o Douro.

- Então aqui é a Régua?

- Pois.

Quis levá-la a um sítio que a minha infância registou para sempre na minha memória. Godim, e o seu Seminário.

Contornamos várias rotundas. Iniciamos uma subida de cerca de um quilómetro, e eis-nos à beira do Seminário. Há anos que ali não ia. A Igreja Paroquial, imponente, e logo atrás o edifício do Seminário. Paro. Tiro uma foto. Volto a entrar.

- Então, não se lembra?

- Eu não.

Comecei a pensar. De facto, nem ela nem o meu pai me levaram ao Seminário. Tinha ido com os colegas de Vila Pouca. De comboio. Nos nossos dias seria impensável qualquer um dos nossos filhos, com dez anos apenas,  deslocar-se sem a companhia do pai ou da mãe para um local a cinquenta quilómetros de distância de casa, pelo menos na primeira viagem. Como o tempo muda os costumes, pensei.

Antes de voltarmos, lembrei-lhe que a Madre Emilinha, tão sua amiga, ali vivera algum tempo,num convento bem próximo do Seminário. Porém, só se lembrava que ela tinha estado em S. Cosmado. E de facto julgo que foi nessa terra que a irmã do Sr Manuel Chaves passou a maior parte  da sua vida de freira.

Eis-nos agora já no regresso, a falar de factos da vida passada. " Da estadia do marido, meu pai, no Brasil ... Da  inesquecível Madrinha ... De uma terra, chamada " Chão de Baixo", logo por baixo da linha, que esta - a Madrinha - não queria vender ao Sr Manuelzinho, mas que este, almejando juntar terrenos e alargar domínios,  depois de muitos pedidos a amigos chegados, conseguiu que ela cedesse em troca por outra, bem pior situada...

Assim fomos subindo a estrada, entre vinhedos em lombo, até Santa Marta, e depois até Vila Real, onde paramos para comprar uns "covilhetes".

Iguaria muito conhecida em Vila Real, o covilhete é uma especialidade da Gomes - famosa pastelaria vila realense. E foi aí que ela se saiu com uma tirada que justifica o Título do post: " Quem dá a quem o entende , não o dá que bem o vende".

Dá para a entender. Os covilhetes eram a prenda que queria levar para oferecer no Lar de Tourencinho. E o ditado popular saiu-lhe como  justificação irrebatível para o meu dever de comprar aquela preciosa iguaria. A qual, devo dizer, lhe sugeri, e mais uma vez degustei, ao balcão de tão singular pastelaria.

 

FCR

 

 

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

às 19:12

É de Aplaudir

por cunha ribeiro, Sábado, 28.12.13

Câmara de Vila Real terá em 2014 o orçamento mais baixo dos últimos 15 anos

Proposta terá de ser aprovada pela assembleia municipal, dominada pela oposição à actual maioria socialista que governa a Câmara.

Rui Santos explicou que em 2013 a capacidade de endividamento da câmara foi de 800 mil euros Bárbara Raquel Moreira

 

A Câmara de Vila Real vai ter em 2014 o orçamento mais baixo dos últimos 15 anos, no valor de 32 milhões de euros, e que vai dar prioridade à área social, anunciou hoje o presidente.

O executivo liderado pelo socialista Rui Santos apresentou esta sexta-feira, em conferência de imprensa, o orçamento para o próximo ano, que representa um decréscimo de 13 milhões de euros comparativamente com 2012 (45 milhões de euros). O orçamento foi aprovado com os votos favoráveis da maioria PS e com a abstenção dos vereadores do PSD e vai a votação na próxima segunda-feira na assembleia municipal, onde a oposição é maioritária.

"É um orçamento de contenção, de rigor, mas que também corresponde à realidade. É um orçamento que não empola as receitas para acomodar as despesas", afirmou o presidente. Rui Santos referiu que, no próximo ano, a prioridade vai para a área social, com o lançamento de duas "medidas emblemáticas". Uma delas é o programa "Livros para todos", através do qual serão oferecidos os livros escolares aos alunos do primeiro ciclo do ensino básico e que representa um esforço financeiro de 40 mil euros.

Para os casais desempregados haverá isenção, por um período de tempo determinado, do pagamento de taxas e consumos de água e saneamento, numa medida que terá um orçamento de 40 mil euros. O presidente garantiu ainda que o orçamento para 2014 vai cumprir "mais de 70% do compromisso eleitoral assumido" nas autárquicas de setembro.

Entre esses compromissos destaca-se o regresso das Corridas Automóveis à cidade de Vila Real, previsto para junho e que vai custar ao município cerca de 125 mil euros. Esta é, para o presidente, uma "grande bandeira de destaque do concelho e uma opção estratégica para incentivar a atividade económica local". No próximo ano será ainda, segundo o autarca, reforçada a dotação para as juntas de freguesia em 15%, para 1,2 milhões de euros.

Do valor global do orçamento, 9,8 milhões de euros correspondem a despesas de investimento. A prioridade será também dada à conclusão de projetos comparticipados pelo Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), como o Parque de Ciência e Tecnologia, que representa uma compartição nacional para o município de 1,2 milhões de euros.

Rui Santos quer ainda concluir a central de camionagem, cuja obra está parada e em "grande estado de degradação", concluir as obras de requalificação dos campos do Calvário e do Abambres e avançar com o campo da escola Diogo Cão.
O autarca perspetiva um ano "difícil", até por causa do novo corte de 5% das transferências do Orçamento do Estado para os municípios.

O endividamento da Câmara de Vila Real ronda os 14 milhões de euros, a que se soma o passivo de 13 milhões de euros da Empresa Municipal de Água e Resíduos (EMAR) e seis milhões de euros da Vila Real Social.

A capacidade de endividamento do município transmontano é de 800 mil euros em 2013, não estando ainda definido o valor de 2014. "É um valor reduzido, preocupante, tendo em consideração que temos que executar o quadro comunitário que está em curso e, sobretudo, que olhar para o futuro e preparar o novo quadro comunitário", salientou Rui Santos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

às 14:56

Rui Santos, o Comunicador

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 18.12.13




Rui Santos, ex deputado do P.S., e Presidente da Câmara de Vila Real, é um político que se vê. Que dá a cara. Que fala, e ouve. Ou antes, escuta. Que vai diariamente ao Facebook apesar das imensas ocupações. Que lê os comentários e assinala essa leitura.


O que quero dizer com isto?

Quero exprimir a minha admiração por um político que se preocupa em ouvir o povo, antes e depois das eleições.

Rui santos podia agora resguardar-se na sua poltona e desligar o facebook, mas não. Continua vivo a comunicar com as pessoas. Continua por isso a auscultá-las certamente para perceber ainda melhor que decisões deve tomar em prol de quem o elegeu, e do seu concelho, Vila Real.


Cunha Ribeiro

Autoria e outros dados (tags, etc)

às 12:59

A Família do Asdrúbal, algures, na Suíça, este Natal

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 03.01.13

Autoria e outros dados (tags, etc)

às 13:58

OPOSIÇÃO SOCIALISTA AGUIARENSE - UM DESERTO NA BLOGOSFERA

por cunha ribeiro, Domingo, 14.10.12

 

 Embora o partido Socialista aguiarense esteja cheio de gente capaz, não o vemos pôr em causa, desmistificando-a,  a imagem de "obreiro-mor" criada pelo actual presidente da autarquia.

 Agora mesmo tentei descobrir no maior motor de busca de Portugal, e do Mundo - o Google - alguma ideia, alguma opinião, algum texto, ou notícia,  que revelasse esse trabalho. Nada. Tudo o que lá encontro são factos passados.

 Um destes dias, o último candidato à Cãmara de Vila Pouca, o Engenheiro José Eduardo Quinteiro, queixava-se que no Blog Parada de Aguiar só saíam textos conexos com a actividade desenvolvida pela Câmara Municipal. Mas se o Engenheiro José Eduardo quisesse ser lógico e verdadeiro saberia muito bem que encontrar textos relacionados com a actividade do partido socialista local  na blogosfera é um trabalho vão e inglório.

 Não estará na hora de inverter este caminho?

 

 

CR

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

às 15:01

MOURINHO, UM PORTUGUÊS COM "P" GRANDE

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 28.04.10
ARROGÂNCIA, VAIDADE, OU AMOR-PRÓPRIO?

José Mourinho

http://photos1.blogger.com/blogger/81/648/1600/mourinholips.jpg

É arrogante e vaidoso, o Mourinho? E então !? Qual é o problema!? Desde que ele use a sua arrogância para humilhar arrogantes piores do que ele...

Há muita gente que vê em Mourinho apenas e só arrogância. E esquecem todas as qualidades que o treinador português mais bem sucedido de sempre, em todo o mundo, efectivamente tem.

Tem um feitio distante e "altivo"? E que mal é que isso nos faz? Pelos vistos, nem a mulher nem os filhos se queixam. Nem os jogadores que ele já treinou mundo além dizem mal de Mourinho. E vamos nós, que nunca privámos com ele diminuí-lo?

Tenhamos vergonha! Digamos mal dos arrogantes de fora, e não dos nossos.

Quando deparo com pessoas (por vezes, minhas amigas) a zurzirem assim em Mourinho, confesso que fico perplexo.

É que eu, honestamente, não consigo sentir tanto ódio em relação ao tão detestado treinador. Aliás, não sinto ódio absolutamente nenhum. Antes pelo contrário, o que sinto é admiração. E muita!

O homem sorri muito pouco? E então?

Fosse eu mulher e talvez me deleitasse a analisar o sorriso do homem... Mas como não sou, quero lá eu saber se ele se ri ou não. Se é simpático ou antipático.

Pois dizem os que o detestam que o homem é arrogante e vaidoso.

Eu digo, antes, que ele é um ser humano que respira confiança. É autoconfiante. Mais nada.

Para mim o arrogante é alguém inseguro, que não acredita em si próprio, nem aceita a verdadeira superioridade dos outros.

O autoconfiante, pelo contrário, é seguro de si, acredita nas suas capacidades, e reconhece quem na verdade é superior.

Para além disso, o autoconfiante aprecia e cultiva a verdade, seja para o bem seja para o mal. É capaz de dizer que não presta em determinada actividade; mas não se coíbe de dizer que é o melhor nisto ou naquilo.Só que ao dizê-lo parece arrogante.

É verdade que a humildade é uma qualidade que se deve estimar nas pessoas.  Mas só quando essa atitude é genuína e autêntica.  Porque a humildade, se é subserviente, deixa de ser qualidade para se tornar um grave defeito de carácter.

O homem terá que se avaliar num determinado contexto.

Se está num campo de batalha, ou é arrogante e sobrevive; ou morre de humildade. E se for o comandante das tropas, mais arrogância terá de exibir, para dar o exemplo aos que o seguem. ( É a lei da sobrevivência)

Um campeonato de futebol é, em certo sentido, uma "guerra" que qualquer treinador que se preze deseja ganhar. Por isso, o bom treinador é no banco o que o "general"  é à frente das suas tropas:  Um homem arrogante porque pensa ser o mais forte. E só os mais fortes podem vencer...

Mourinho é um general arrogante mas vitorioso. Eu, como português, gosto da  sua irreverência, da sua ambição, da sua raça, da sua inteligência, da sua coragem, da sua competência, do seu saber, do seu talento e, sobretudo, da sua bem colocada ARROGÂNCIA!

Gosto, enfim, da sua arrogância inteligente que ele usa apenas para derrotar a estupidez arrogante.

Autoria e outros dados (tags, etc)

às 22:10

FORTUNHO

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 23.04.10

 

 Embora nunca tenha ido a Fortunho, este nome entrou muito cedo no meu vocabulário.

 É que a Aurora ( como lhe chamavam os mais velhos que naquela altura, década de sessenta, conviviam comigo) era de lá.

 A Aurora  Casou com o Ti Manel Clara, com quem viveu em Parada, se não estou em erro, até se cansar.

 A   (Ti) Aurora ia, de quando em vez, cozer a broa de milho no velho forno de nossa casa. Tinha um ar sombrio, os olhos e as faces avermelhadas. Bebia, pronto.

 Não me lembro da Aurora e do ti Manel Clara senão nesse curto período de antes da escola primária.

 Dos filhos apenas recordo o António, a quem chamávamos Vicente. Não sei se era um nome daqueles que se arranjam para ridicularizar as pessoas, ou se era mesmo um nome de família.

 O certo é que o António tinha uma particularidade comportamental que ainda não pude esquecer: dava turras.

 Não sei por que estranha razão o fazia, mas muitas vezes vi o rapaz a "marrar" com a testa no escano  lá da cozinha, enquanto a Aurora forrava com bosta de vaca  a porta "esbotenada" do forno.

 Hoje conheci alguém da terra da Aurora e a pergunta saiu logo, lesta: " Conhece a família da Aurora?"

 

 Que sim, que conhecia muito bem, embora a  Aurora, ela própria,já tivesse falecido há muito.

 - E o António?

 - Esse ainda anda por aí. Bebe; pede comida... E é exigente! Adora água com açúcar...

 - Água! Com açúcar?! Exclamei.

 - Sim, respondeu a minha interlocutora.

 - E ainda dá turras?

 - Dá, e não são poucas... Respondeu.

 

Depois, foi o desfiar de  um rosário de vidas muito parecidas , nos membros daquela família, em que a fome, o álcool e a miséria foram e são o pão nosso amargo de cada dia.

Autoria e outros dados (tags, etc)

às 22:20

UNIDADE DE CUIDADOS CONTINUADOS DA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE VILA REAL - UMA UNIDADE DE EXCELÊNCIA

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 22.04.10

A infelicidade de umas pessoas é muitas vezes a felicidade de outras.

Não é esse o caso no que concerne o assunto de que vou aqui falar: Neste caso concreto, a mesma pessosa começou por ter a infelicidade de partir uma perna; mas teve a felicidade de entrar para uma casa onde é tratada com um humanismo que me impressionou ( confesso, até às lágrimas).



Se a minha mãe não tivesse entrado nesta CASA SANTA eu não o saberia. E era pena.

A unidade de cuidados continuados da Santa Casa da Misericórdia de Vila Real funciona primorosamente! E o que tem qualidade em Portugal deve ser elogiado. A ver se serve de referência para outros tentarem imitar.

As instalações são soberbas: edifício do antigo hospital muito bem recuperado; quartos com pequenos balcões, onde a luz penetra e se expande por toda a largura da divisão.

 


Mas a cereja no cimo do bolo é a gente que ali trabalha: desde a funcionária de limpeza à direcção só se vêem sorrisos, amabilidade, entrega.

 


As enfermeiras e enfermeiros parecem ter sido escolhidos a dedo: tratam os doentes com enorme respeito e ternura.

Naquela Unidade, as pacientes idosas são mães ou avós de toda a gente; e os pacientes são pais ou avós.

Quem entra na Unidade de Cuidados Continuados de Vila Real corre, porém, um grande risco:

O de se apaixonar pelo lugar e não querer de lá sair.


 

Eis as restantes unidades do Distrito de Vila Real ( oxalá todas tivessem pelo menos o tratamento humano que existe na de Vila Real):

i) Unidades de Convalescença:

  • Centro Hospitalar de Trás -os -Montes e Alto Douro - Centro de Saúde de Vila Pouca de Aguiar

ii) Unidades de Média Duração e Reabilitação:

  • Santa Casa da Misericórdia de Alijó
  • Santa Casa da Misericórdia de Murça
  • Santa Casa da Misericórdia de Sabrosa
  • Santa Casa da Misericórdia de Vila Real

iii) Unidades de Longa Duração e Manutenção:

  • Santa Casa da Misericórdia de Alijó
  • Santa Casa da Misericórdia de Chaves
  • Santa Casa da Misericórdia de Murça
  • Santa Casa da Misericórdia do Peso da Régua
  • Santa Casa da Misericórdia de Ribeira Pena

iv) Unidades de Cuidados Paliativos:

  • Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro - Centro de Saúde de Vila Pouca de Aguiar

Autoria e outros dados (tags, etc)

às 18:20

CHÂTEAU DE VERSAILLES

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 09.04.10

Dizer que o castelo de Versalhes é um colosso arquitectónico é quase ressuscitar Lapalisse que sempre dizia o óbvio. Mas será o Castelo de Louis XIV apenas aquilo que parece (uma obra bela, admirável, gigantesca) ou é algo de mais essencial, para além da sua magestade arquitectónica? Para mim, o Palácio do rei-Sol é uma espécie de caricatura de um homem incomum na sua época, mas de uma banalidade histórica bastante expressiva. Todo, ou quase todo, o indivíduo que ascende ao poder tem o desejo íntimo de se perpetuar nas calendas da história, através de um símbolo durável que o represente. Certamente por via disso se ergueram por esse mundo além, gigantescos monumentos que mais não são que absurdas hipérboles da vaidade dos homens. Reis, Imperadores, Presidentes, esses homens quiseram vencer a certeza da morte edificando autênticos castelos de barro. As pirâmides do Egipto o que são senão vaidades irreprimíveis de faraós que travam duelos estranhos com as trevas da morte? E o Mosteiro de Alcobaça? E o Arco de Triunfo, em Paris? E os sumptuosos castelos de França, de Espanha, de toda a Europa? Mas o pior é que essa vaidade feita de pedra só pôde exprimir-se à custa do sangue, suor e lágrimas do povo faminto e miserável. O Palácio de Versalhes o que é afinal? Para mim não passa de uma inutilidade. De uma mania que extrapolou o cérebro de um homem e se tornou um sítio de distracção do olhar. Mas também é a expressão petrificada do rude desprezo pelos homens simples, um tumor gigantesco com a raiz cravada no ego superlativo de um único ser. Ora, em vez deste e de outros símbolos do puro delírio de alguns, porque não surgiram ao longo do tempo melhores escolas e hospitais? Por que razão não se proporcionou aos infelizes que se sacrificaram para satisfazerem esses e outros caprichos uma vida melhor, mais digna e mais humana?

Autoria e outros dados (tags, etc)

às 17:53

A FÍSICA E A QUÍMICA DO DISCURSO POLÍTICO

por cunha ribeiro, Quarta-feira, 07.04.10

Pedro Passos Coelho - dizem os seus apologistas - escreveu, até ao momento, um único discurso. Todos os muitos que já terá feito, brotaram do improviso verbal!

Eu queria aplaudir, mas não sou capaz...

Embora um talento assim mereça todo o respeito e consideração, nao se me abre a boca de espanto.

É que, em minha opinião, por detrás, ou mesmo antes, de um discurso político, estão as ideias e está o comportamento de quem o produz. Estão os desejos e ideais. Está uma filosofia e/ou uma ideologia. Está um programa. Está, enfim, uma praxis política.

Ora, a minha interpretação de um discurso politico nunca fica aquém da ideia que ele transmite; da vontade que veícula, ou do facto manifestado.

O próprio orador é, para mim, alguém que se expõe  totalmente. E se ele anuncia uma novidade política que diz querer alcançar e, depois, nada faz para a alcançar, naufraga no mar da sua mentira, sem um gesto de ajuda ou socorro, pois não merece mais crédito.

E, pior do que isso, se já revelou a fraude política que é, de forma reiterada e teimosa, então passa a ser aos meus olhos um fariseu da pior das espécies, para não dizer um palhaço.

O orador deverá, pois, ser sempre analisado com todo o critério, na inseparável dualidade de cada discurso: a forma e o conteúdo; a fala e o acto; o dito e o feito; a aparência e a substância.

Assim como a sabedoria popular sempre distinguiu a parra da uva, também nós devemos separar o discurso político formal da substância ideológica que o sustenta, para além da própria pessoa que o exprime ou produz.

Mário Soares, que utilizava um discurso enfeitado de vozes, de pausas, de expressões faciais, e fascinava com ele o telespectador incauto, foi um exímeo mestre da manipulação de massas pelo discurso. O poder veio-lhe ter às mãos, quer por força das circunstâncias políticas, quer através do uso expressivo do charme rectórico.

Então, para além do discurso, ao mesmo tempo fascinante e pantomineiro de Mário Soares, o que é que ficou?

Ficou um país mais pobre; uma descolonização apopléctica; e uma crónica dor de barriga económico-financeira que obrigou os socialistas a largar o poder e entregá-lo ao cavaquismo triunfante.

Mas temos também o discurso torrencial de António Guterres a ilustrar o nosso pensamento.

Este homem passou, através do discurso, a ideia de que ia mudar mundos e fundos. Na Educação e na administração pública então é que era tudo a mudar. Vá lá que no Ensino ainda se viu um pouco do que houve de melhor no guterrismo. Quanto ao resto, quase só "bananas" nos ministérios, onde foi dando escorregadelas, o que o levou a estatelar-se ao comprido.  Alguns dos seus melhores ministros bateram com a porta devido a mesquinhas razões, e o próprio Guterres,logo que o pretexto surgiu( derrota nas autárquicas pelo P.S.) fez o mesmo e zarpou do governo.

O freguês que se seguiu, Durão Barroso, carregou baterias com um discurso ameaçador, embora vestido de tanga, patrioteiro e pretensamente salvífico, a médio prazo.Foi o que se viu. Logo que pôde voou para Bruxelas.

Ficou, para delícia de alguns apaniguados, o discurso suave e diletante de Santana lopes. Os púdicos, porém, não lhe perdoaram o  feminismo militante, e ei-lo "no olho da rua", em três tempos apenas, marcados ao ritmo da alta finança que torneou como quis a vontade periclitante de Jorge Sampaio.

Faltava o discurso empolado, tortuoso, refilão, e farisaico de Sócrates. Um discurso que soprou como o vento durante toda uma legislatura e se tornou um verdadeiro temporal de mentiras:  Se prometia neve trazia chuva; se acenava com chuva trazia neve. Se era bom tempo, vinha borrasca. No final da legislatura, o pobre país jazia mergulhado na lama. Onde inacreditavelmente ainda está e, por este caminho,em que as nuvens espessas e carregadas continuam no ar, tarde ou nunca de lá sairá.

Um país que há anos e anos tem  gente desta craveira a governá-lo que destino poderá vir a ter?

Aquele que a sorte, que tem sido pouca, lhe der.




Autoria e outros dados (tags, etc)

às 09:47

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


Created by Watereffect.net
Created by Watereffect.net


Comentários recentes




IMAGENS DA NOSSA TERRA

CLIQUE NA FOTO PARA ACEDER À GALERIA DE IMAGENS DE PARADA DE AGUIAR parada em ponto grande para imagem de fundo.

GENTE DA NOSSA TERRA

minha imagem para.jpg