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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


ViVEIRO DE PARADA DE AGUIAR - ESSSE PARAÍSO PERDIDO

por cunha ribeiro, Sábado, 09.02.13

 Outrora, quem quisesse desfrutar uma tarde de suave lazer no reino da natureza, ia ao Viveiro de Parada de Aguiar. Subia, em êxtase, uma série de encostas que o alcandoravam uns bons mil metros acima do nível do mar.

 O passeio cercava-se de natureza já nos "tojais ". Uma légua depois, surgia engelhado entre montes, um pequeno vale semeado de giestas, tojos e castanheiros – a côrte do Pereira. Um troço de caminho subia suavemente, em curva,  encostado ao pinhal da veiguinha, culminando no  pequeno socalco do ribeiro côvo. De fronte, encostado ao monte Sardão,  medrava desde tempos imemoriais, uma  frondosa família de canacipes por entre os quais se esgueirava um regato vindo do alto de cabeça gorda. O caminho continuava, circundando  a pequena mata, passando por cima de um pequeno regato , e rompendo entre o cornelho e o sardão desembocando na fresca planura da Tapa. Aqui um novo riacho se precipitava montanha abaixo pelas entranhas do porto da bouça. Com o Viveiro à vista, o caminho apertava e subia cada vez mais, até à entrada de uma vasta mata de vidoeiros.

 Chegado ao Viveiro, à sua frente o que via?  Um cenário do outro mundo, um luxo da natureza, um pedaço de paraíso, onde medravam plantas de várias espécies, cuidadosamente tratadas, em vários terraços, em forma de escadario. Centenas de pequenas acácias, carvalhos, e cedros enraizavam e cresciam formando tapetes verde-folhosos desde o pequeno solar do Viveiro até ao seu último socalco. O Viveiro era então o idílio da passarada, o doce refúgio dos ralos e das cigarras, e convidava ao prazer  bichos e  homens. Aqueles regalavam-se na verdura tenra junto aos regatos; estes saboreavam o pão e o vinho sob as sombras frescas das copas , em espaços acolhedores cobertos de extensas toalhas verdes, prontas a receber saborosas merendas.Toda a natureza viva ali comia, e sobretudo bebia: bebia o guarda da floresta, o apanhador de "níscaros,"  o pastor de ovelhas e o guardador de vacas. Bebia o coelho, a raposa, o lobo,  o bezerro, a ovelha e a cabra. Bebia o plátano, o carvalho, o pinheiro e o vidoeiro.

 O Viveiro de Parada, caro leitor, era um Santuário, onde apetecia rezar ao criador e agradecer a dádiva.

 Sumptuoso viveiro de outrora, que saudades de ti.

 

FCR

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às 00:50

PANORAMA

por cunha ribeiro, Sexta-feira, 12.03.10

 

 Atravessar a Padrela, num dia em que o Sol é senhor absoluto do céu e da terra é uma experiência inolvidável.

 Em Vila Pouca, o viaduto é uma "passerelle" monumental de onde se avista uma longa planície verde a que só o Covêlo põe fim.

 O Corgo desliza como uma cobra escondida num renque infindável  de amieiros pelo sulco mais fundo do vale. Mas os homens não o quiseram deixar ali sozinho. Por isso, bem perto, a uma distância civilizada, passa, ligeira, a estrada p`ra Vila Real.

 A  "A-24",  ao fundo do viaduto, começa a subir pela mão calejada de Montenegrelo, que a leva em ombros até ao grande pulmão de Parada, o Viveiro. Sítio ermo de onde se avista, quase na testa da Serra de entre Soutêlo e Pontido, a enorme barriga rochosa,que sustenta, firme na sua eternidade, o nobre e humilde Castelo de Aguiar. 

 Um pouco acima, um miradouro incomum mostra a quem ali passa a vasta grandeza do Vale mais grandioso de entre o Marão  e Valpaços, empolgando os sentidos do mais insensível mortal. Do outro lado, cresce ao nosso olhar, imponente e altiva, a Serra do Sabugueiro, onde se aninham, há séculos , três povos bem pitorescos: Telões, Souto e Soutelinho.

  Já no vértice rugoso da Serra, a Châ de Vales é uma obra de arte romântica que  só os pastores sabem interpretar.  Aquilo não é o que parece: um extenso lameiro verde, ladeado de tojo, de giesta e de urze; é uma tela viva , onde uma procissão solene de vidoeiros nos vai colorindo o olhar pelo fluir das estações, que vão desfilando sob a batuta alegre dos grilos e o gargarejo de pequenos e espertos regatos que correm entre pequenas gargantas, pelo declive serrano de Tourencinho ou Zimão.

 


  E até os lobos quando ali passam deixam de ser ferozes carnívoros, graças aos meigos encantos da mãe Natureza.

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às 23:34

ENTRE VILA POUCA E O COVÊLO

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 17.09.09

 

 
Ao Nascer do Rio Corgo 
 
Talvez os deuses do Olimpo se tenham rendido à simpatia e simplicidade dos  aguiarenses do vale do Corgo e , em celestial reunião, delegassem em “ Tellus”, a deusa das terras férteis, o poder de decidir a melhor sorte e amparo para tão extensa e produtiva terra. Assim, toca a extremosa divindade a fazer crescer à volta da planície duas prodigiosas montanhas que, como uma concha, se unem fechando o vale no Covêlo ,e se afastam, abrindo-o em Vila Pouca.
Fértil como poucos, este grandioso vale de Aguiar nasceu e cresceu bebendo a seiva do Corgo – rio que nasce e renasce nas entranhas da Mãe - Vila - Pouca , que enche e reenche as veias e artérias das terras aguiarenses, inundando-as de vida, e ganha balanço nas escarpas de Vila Real para desaguar limpo e transparente no leito do Douro.
Mas é ali, junto às origens, que, ao longo das estações, o Corgo se desfaz em amabilidades: Nos picos solares do mês de Julho, lá vai ele socorrer a rama murcha dos batatais , ou as raízes sedentas dos milheirais; nos frios meses de Inverno, ei-lo pronto a inundar os campos cobertos de geadas , devolvendo a cor verde à brancura gelada dos lameiros e  nabais. E é este espectáculo de cor e de vida, esta festa da natureza, que os seus olhos querem ver do alto das penedias que tocam o céu no cimo  da Padrela e beijam as nuvens na crista do Alvão: Suba à Serra da Padrela. Escolha aquela  varanda , de onde todo o vale se avista, numa soberba visão panorâmica - o Viveiro de Parada. Sente-se num dos prodigiosos muros aí erguidos nos meados do século passado pelas mãos calejadas dos aldeãos de Aguiar. Olhe à sua frente. Que vê?
Do outro lado do Vale, uma serra rendilhada aqui e ali de imponderáveis casarios. Quase no cimo do monte, entre Soutelo e Pontido, uma imponente abóbora granítica , coroada pelas paredes soltas do castelo de Aguiar, como se fosse um posto de vigia guardando  as aldeias que  se estendem pelo vasto flanco da serra do sabugueiro.
E em baixo, junto ao Corgo jovem e ancestral, nos prados verdejantes que o acompanham, lá estão as manchas pretas e brancas de manadas prenhes de leite, pastando a tenra verdura dos lameiros ; lá está o frondoso renque verde dos amieiros, assinalando o lento serpentear  do rio; e o vai - vem de velozes automóveis a aproveitar a recta sem fim; e a  ex-fábrica de Tabopan a lembrar o seu curto passado de glória; lá está Telões, a  Igreja paroquial, o Padre Gil e a maior festa do Vale de Aguiar, no mês de Julho. E olhe o Pontido e a  sua banda  secular, lembrando procissões e romarias; Olhe Soutelo, a igreja paroquial e o Padre Amaro a ler e a ralhar do altar; Lá está Fontes e a Tele-escola; Lá estão Souto e Soutelinho ;Repare, quase em cima do vale, a aldeia de Vila-Chã e a da  Carrica a cheirar a pão quente; e veja, a trancar as portas do vale, o quase escondido Covêlo.
Suba agora a serra do sabugueiro, por entre frondosos carvalhais, até ao Castelo. Ei-lo, em crista,alcandorado no dorso rochoso de um enorme penedo.Impressione-se, agora,com  a dimensão e peso das pedras das paredes seculares, mesmo em cima da maior rocha das serranias que circundam o vale. É obra! “Como foram elas ali parar!” Sinta a vertigem dos píncaros desamparados. Qualquer aragem , ali, pode ser vento. Sinta-se alucinado com a imensa grandeza e profundidade  do vale:
Ao longe, ao fundo, para além do rio, Tourencinho, resguarda-se à sombra de fragas angulares, deixando sem espaço a natureza; e, em cima, em plena serra, quase no ermo, a Sra do Extremo , religiosamente só, na sua capela solitária ; O seu olhar curioso e vadio vai subindo o flanco serrano. Lá está a Gralheira ; Olhe ,agora, Zimão, terra do “Santo” Padre Manuel do Couto. Eis Parada do Corgo ou de Aguiar, a festa de S.Pedro, e o Comendador Pedreira; e olhe Freiria e Montenegrelo, tão juntas, à beira da sua minúscula capela de S. Bento.
E lá em cima, nos antípodas do Covêlo, a olhar, a norte, a vizinha Espanha e a sul o Vale que o seu filho rega, sobranceira, a “ legislar” o destino das gentes que a circundam, eis, no centro de uma soberba rotunda estradal, Vila Pouca de Aguiar, a unir em urbana fraternidade as vertentes serranas da Padrela e do Alvão: de um lado, o casario de Castanheiro Redondo, nos ombros da serra, a encher de vida as manhãs de sol nascente; do outro, o povo das Barreiras, nas faldas vertiginosas da montanha, sarapintando  as tardes de sol poente. E ao cimo destas, imponente e majestosa, no altar que lhe edificaram os aguiarenses, a Sra da Conceição  olha serenamente o  Vale de Aguiar -  que quis encher de enorme  riqueza e abençoar de eterna beleza.
 
 
                                        

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às 22:17

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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