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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


PADRE MANUEL DO COUTO

por cunha ribeiro, Terça-feira, 01.12.09

 

O nome "Padre Manuel do Couto" andou sempre, e continua a andar, na cabeça, no coração, e na boca da minha mãe.

Razões?

A primeira será a de ser da família...( Pela parte dos "DIAS", julgo).

A segunda, devido à sua obstinada crença e religiosidade. ( A "Missão Abreviada", livro do Pe Manuel do Couto faz parte da "biblioteca" lá de casa) . Desde que me conheço que oiço o relato maravilhoso dos milagres do Padre de Zimão. 

Um deles, pela sua extraordinária improbabilidade ( e devido à minha permanente subjugação aos princípios da lógica) sempre me deixou mergulhado na dúvida. Conta, de vez em quando, a minha mãe:

 " O Sr Padre Manuel ia muito prós lados de Chaves pregar. Ia quase sempre a cavalo numa mula. Mas um dia, não sei porque razão (talvez a mula estivesse doente...),resolveu apanhar o comboio na estação de Zimão. Como não tinha dinheiro para o bilhete ( andava sempre sem dinheiro, apesar da família ser rica...), o revisor obrigou-o a sair, já ele estava sentado, dentro do comboio. O Sr.Padre Manuel, como era obediente, saiu logo pra fora. Mas, mal pôs os pés no chão, a máquina deixou de trabalhar. As pessoas que estavam na estação e dentro das carruagens ficaram pasmadas...e meio assustadas. Foi então que o Sr. Pe Manuel disse ao revisor:

- Ou me deixais entrar, ou o comboio não sairá da Estação...

 O revisor olhou para o chefe da estação e para o maquinista. Estavam sem pinta de sangue... O chefe da estação não esperou nem mais um segundo, e deu ordem para o Sr Padre Manuel entrar no comboio.

O que segue é que,  mal ele pôs os pés na escada do vagão, o comboio começou logo a andar!"

 

 

Padre Manuel Couto, autor de Missão Abreviada

Manuel José Gonçalves Couto (Telões, Vila Pouca de Aguiar, 1 de Agosto de 1819 — Telões, 17 de Setembro de 1897) foi um missionário pedâneo português, do século XIX, autor do livro mais editado em Portugal nesse século.

[editar] Biografia

O Pe. Manuel José Gonçalves Couto era natural de Zimão, freguesia de Telões, concelho de Vila Pouca de Aguiar, onde nasceu no dia 1 de Agosto de 1819. Morre no mesmo lugar de Zimão, na casa fronteira à que nascera, no dia 17 de Setembro de 1897. É o sexto filho dos dez que José António Dias e Maria José Gonçalves levaram à pia baptismal da Igreja de Telões. Eram seus avós paternos António Dias do Cabo e Ana Maria Alves da Costa; e seus avós maternos António Gonçalves do Couto e Mariana Gonçalves.

Com 25 anos de idade, recebe a ordenação presbiteral em Braga, no dia 21 de Dezembro de 1844, das mãos do seu Arcebispo, D. Pedro Paulo de Figueiredo da Cunha e Mello que, no ano seguinte, será elevado ao cardinalato (30.09.1845).

De família de lavradores abastados, viveu pobre e desprendidamente, com uma única preocupação: viver e pregar a Boa Nova. Não apenas uma pregação geral, esporádica e dispersa, mas uma pregação sistemática e exigente: torna-se missionário itinerante, pregador de missões populares, dedicando-se intensivamente a este ministério que implicava despender horas e horas a ouvir confissões. E ele chegou a confessar durante dezasseis horas seguidas! Vai, portanto, de terra em terra, formando equipa com outros missionários, a pregar missões que, por regra, duram quinze dias em cada lugar missionado.

Deste seu empenho na pregação das missões, da realidade da vida com que permanentemente contacta, decide, no tempo que lhe medeia entre missões, escrever um livro que, dando continuidade às mesmas, possa sustentar o fruto das missões, permitindo ainda chegar onde ele não podia ir. Nasce assim a Missão Abreviada, que tem a sua primeira edição em 1854, no editor Sebastião José Pereira, do Porto.

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às 17:49

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por cunha ribeiro, Segunda-feira, 21.09.09

 

III

 

DO VIVEIRO AOS PICÔTOS
As aldeias têm sobre as cidades a enorme vantagem de poderem desfrutar de um “logradouro” comum, onde as pessoas se podem espraiar e respirar liberdade. E há certas aldeias que têm o privilégio de terem um vasto e bonito “logradouro”. E Parada teve a sorte de os deuses lhe terem concedido esse feliz privilégio.
E você que está de visita, e que já se deslumbrou com a maravilha que é o Viveiro, vai continuar o percurso dos caminhos que fazem do nosso logradouro comum um dos mais belos de toda a Padrela.
Desça então (devagar, pra não tropeçar) a vertente sudeste da nossa montanha. E siga as veredas que acompanham o “ribeiro da tapa”. Não espere uma marcha muito serena. Às vezes, corre sem querer, como se alguém o empurrasse deveras. Mas é a ladeira da serra que, aqui e ali, tem socalcos repentinos e inesperados.
Mas, não desanime, se gosta de passear lentamente. De quando em vez, o monte como que aplaina, e deixa-lhe ver, com calma e doce deleite, toda a paisagem à sua volta. Então repare: Já bem no alto, à sua esquerda, o “penedo redondo” endurece o vasto dorso da serra e parece ter rebolado do cimo duma  longínqua  fraga. Quem sabe se terá deslizado, num tombo brutal e aterrador, dum flanco desamparado da “fraga de novais”… ( Lá, onde o troço visível da velha “estrada florestal da Padrela” nascia aos nossos olhos. E, de longe a longe, um carro “luzia”, deixando no ar um remoinho de pó.).
Mas continue. Lance um olhar de menino ( ou menina) e surpreenda-se com a contínua novidade da natureza. E vá descendo. Descendo. Vá andando. Andando. Olhe aquele rebanho de ovelhas ali a branquear a verdura do lameiro, húmido e fresco. Veja as manchas castanhas e dispersas das vacas que pastam junto ao ribeiro. E oiça a água cantar nas pedras de espertos regatos. Veja, oiça e olhe. Dentro em pouco terá pela frente um curioso par de montanhas, largas e redondas na base e estreitando em cone, até ao cimo. ( Como se fossem duas torres de menagem, lembrando castelos de outrora, ali estão duas nobres montanhas a fugir do colo da sua mãe…)
Na  “fronteira” de entre Zimão e Parada, podia ter crescido um castelo de Pedra. Mas não. Cresceram duas enormes torres feitas de pedra, terra e vegetação. E às duas “torres” redondas, altas e estreitas na ponta, chamaram “picotos” – onde você está agora, espantado com esta estranha grandeza, já muito próxima do vale.
Mas que não deixa de ser uma bela e feliz, aparição.
( cont.)

 

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às 21:49

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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