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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


TOQUE DE RECOLHER

por Francisco Gomes, Quarta-feira, 29.03.17

Hoje diante da técnica e da ciência, ninguém mais consegue ser livre. O Watsapp, o Messenger, o rádio, a televisão, o relógio e o telefone móvel, enfim, uma leva de instrumentos a nos ditar ordens. A cada  dia as pessoas ficam mais escravas delas mesmas. Hoje ninguém consegue se distanciar destas coisas. É uma febre geral, todas as pessoas, com os pequenos aparelhos na mão, a navegar pela Internet, ou falam com outras pessoas. O que mais vemos são pessoas a caminhar e a falar pelas ruas, em outros tempos, todos pensariam que estavam malucos.

Apesar de usar toda a técnica e modernidade, ainda consigo manter certa independência, não permito ser dominado pela técnica. Só recebo ordens de mim mesmo. Muito raramente fico a navegar na Internet. Só uso o aparelho quando ele toca. No Watsapp, só procuro algum recado ou alguma mensagem. Meu toque de recolher é sagrado. Quando soa o sinal, eu desligo e me desligo do mundo. É muito bom a gente se desligar de todas as confusões, acender uma pequena luz, na nossa mente e navegar naturalmente pelo nosso subconsciente. E nos nossos devaneios, com os pensamentos bem reduzidos, dar uma revisada naquilo que vivemos durante o dia, aguçar a nossa imaginação, para os nossos desejos, ainda que libidinosos, mas que circulam pela nossa mente.

Na hora de atender ao toque de recolher, nesses momentos não estamos para ninguém, não estamos vendendo e nem comprando nada. Só me levanto para atender uma necessidade do corpo. Não atendo ao zelador do condomínio e nem o entregador do jornal. Que jogue na minha porta. Quando chega o momento de me isolar, não quero saber das manchetes dos jornais. Viver é muito divertido, mas resguardar as nossas horas de recolher é muito bom. É como uma visita ao íntimo de nós mesmos, é como um chá, um cafezinho, ou um vinho do porto, que oferecemos a nós mesmos e ficamos agradecidos. Se neste momento tiver uma música suave e melodiosa, então o gozo é total.

 Refeitos de todos os percalços, voltamos ao nosso ambiente. O trânsito continua confuso. As pessoas continuam a caminhar e a falar ao telefone, ou parados a viajar na Internet. Nós como estamos refeitos do stresse, achamos tudo muito normal. Se tivermos o cuidado de atender ao toque de recolher, tudo ao final vai dar certo. Se ainda não deu certo, é porque ainda não chegou ao final.

  

Deus abençoe a todas

         

Agostinho  Gomes  Ribeiro

 

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às 21:28


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