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PARADA DO CORGO

viveiro em 1987


Faleceu a Tia Virgínia

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 11.10.18

Era de Montalegre, onde nasceu;  de Chaves, onde viveu;  e de Parada do Corgo, onde acompanhou o marido, Manuel Ribeiro (Fiscal), inúmeras vezes. 

Ficar-me-ão para sempre, na memória, os folares que trazia de chaves pela Páscoa. Inolvidável delícia - aqueles folares!

Ficar-me há para sempre, na memória,  a anfitriã incomum que, na Feira dos Santos, recebia meu pai de braços abertos. E a nós. E a mim.

Faleceu a tia Virgínia!

Que Deus a guarde!

Que seja feliz para sempre!

 

Francisco Cunha Ribeiro 

 

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às 14:46

Chamo-me Abril, Vinte e Cinco de Abril

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 26.04.18

 

Olá! O meu nome é Abril, Vinte e Cinco de Abril.
Nasci em Lisboa, de madrugada, corria o ano de 1974. Meu pai - especula-se - terá sido oficial do exército. É só o que sei sobre ele. 
Na escola, para me chatearem, diziam que meu pai era um velho com um olho de vidro; outros, que era um tipo desatinado que chefiava o COPCON. Se fosse hoje acusava-os de bullying.
Minha mãe chamava-se “Guerra” – a Dona Guerra do Ultramar, já falecida.
Nasci no sururu de uma “revolta” de meu pai com minha” mãe”. Meu pai queixava-se muito dela. Dizia que era má ... muito má... traidora ... e até assassina! Mas ela não se ficava e respondia-lhe à letra, ameaçava, agredia e matava.
Enfim, como podem imaginar, havia, por causa destes desentendimentos, muita violência doméstica. Às vezes, meu pai perseguia e tentava matar quem minha mãe defendia, outras vezes sucedia o contrário.
A páginas tantas, meu pai, farto de a aturar, passou das vias de facto às de Direito e pediu o divórcio.
Não foi, por assim dizer violento, o divórcio dos meus progenitores. Nem sequer houve sangue. A prova é que, meu pai, num momento em que a paixão e o ódio se abraçaram, deu uma “cambalhota” com a minha mãe e gerou-me. Nasci, pois, como um raio no meio da tempestade.
O certo é que, mal vim ao mundo - repito, era de madrugada, e era 25 de abril - muita gente saiu à rua a aplaudir meu pai, por me ter gerado, cantando a Vila Morena.
Entretanto, já no poder, meu pai foi chamando os camaradas do Ultramar. Regressaram, felizes, no primeiro avião, abandonado o povo à sua sorte e ao mau feitio de minha mãe, que, depois de livre e independente, se deixou seduzir por um guerrilheiro muito moreno, de olhos pretos, chamado Savimbi, com quem casou.
Infiel aos homens, mas fiel a si própria, começou a traí-lo às terças, quintas e sábados com o chefe de um partido rival. Savimbi veio a falecer, cercado pelas tropas fieis ao amante de sua mulher - minha mãe.
Antes de ela morrer, o marido e o amante de minha mãe tentaram viver em paz, assinando um acordo, em Alvor, junto à praia, com outros intervenientes, como Mário Soares, que aproveitou a estadia para comprar residência de férias no Vau, por cima da praia dos "alemães".
Por cá, os anteriores amantes de minha mãe foram tendo uma vida complicada. Mudaram de nome, passando a chamar-se MFA. Estiveram no poder algum tempo, mas não se entendiam uns com os outros, nem com alguns civis que queriam o poder. Andaram para arranjar sarilhos, até que alguém, com juizo, chamado Eanes, segurou aquilo. 
A certa altura, meu pai viu-se sem qualquer poder e, com o desgosto, pôs fim à vida. 
Começou então uma dinastia, a primeira depois do 25 de Abril. O seu fundador foi um senhor proeminte, na televisão, na política, e ... nas bochechas. Muito prestigiado no estrangeiro, onde o tratavam como um verdadeiro príncipe de Portugal. Devemos-lhe a democracia, mas também, e por várias vezes, a agonia, ou bancarrota.
Mas voltando a mim próprio, “25 de Abril”, devo dizer que, depois de ter sido gerado, não tive a vida fácil. Eanes, que ainda hoje venero, salvou-me de uns traidores que andavam por aí disfarçados de democratas.
Sobrevivi. Dei liberdade ao povo. Aliás, de tudo o que dei, essa continua a ser a minha grande dádiva (talvez a única). O pior é que muitos abusaram dela. E hoje há muita gente que a não sabe usar como deve.
Também abri os cofres do Estado com boas intenções: dar saúde e instrução gratuitas a toda a gente. Mesmo aos que podiam pagá-las. Acho que foi um dos muitos momentos em que confundi igualdade com democracia. Isto é: tratei de igual forma quem devia tratar desigualmente.
Este foi sempre um dos meus piores erros. Só nos impostos é que eu não consigo tratar todos da mesma maneira: sacrifico os mais pobres e protejo os mais ricos. Confesso que não é isso que eu quero à partida, mas acaba por ser sempre isso que acontece.
Uma das minhas piores características é encarnar os meus ideais democratas em governantes não democratas. Tem-me acontecido muito nos últimos tempos. É caso para dizer que a minha democracia se tem transformado em diversas e insuspeitadas “cracias” que têm sido más para o país.
Uma das últimas variantes foi a plutocracia socrática. Foi assim: fiz-me de simpático, ativo e bem falante, e endividei o país roendo-lhe a carne e o osso. Sendo que muita da carne - a febra - ficou para mim.
Mas eu sou o 25 de Abril, dei liberdade aos portugueses, e o resto é conversa.

Geraldo de Sá

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às 17:21

O acto público de "usurpação" da Escola Primária de Parada de Corgo

por cunha ribeiro, Terça-feira, 31.10.17

 

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às 15:54

Castanhas da Abelheira

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 23.10.17

Castanhas da Abelheira

 


Levito nas asas do tempo e regresso ao paraíso da infância em Parada do Corgo.
Outono. Rajadas de vento arrastam chuvas torrenciais. O céu da aldeia fumega por sobre os telhados.

- Mãe, amanhã sempre vai às castanhas?

- Vou, filho.

- Posso ir?

- Mas olha que eu vou muito cedo!

- Está bem, chame por mim.

Ceávamos. No prato, batatas com casca assadas nas brasas, depois de cozidas, no pote, por entre castanhas da Abelheira. Da almontelia escorrera, fininho, um fio de azeite de Vila Flor. Depois, uma colher de vinagre caseiro. O garfo ia amassando e trazendo à boca aquela delícia. Na fogueira, zogas e ramos secos de giesta aqueciam a casa de lés a lés. Lá fora, o vento soprava, assanhado, vindo dos lados de Braga. As bátegas de água que ele empurrava zurziam nas telhas, escorriam pelos beirais, engrossavam os regos, entupiam caleiros, e inundavam as hortas e as levadas.

- Tu vê lá! ( Advertiu minha mãe)

Não custou nada pedir. O pior foi de manhã:

- Então, sempre vens?

- Sim ...(Respondi mergulhado num sono desgovernado).

Sem realmente acordar, integrei o pequeno diálogo no meu devaneio. Minha mãe insistiu, batendo à porta do quarto:

- Vens ou ficas?

Comecei a acordar aos pouquinhos, por isso abri a boca e respondi num bocejo:

- Vou, mãe, é só um cibinho.

Vesti-me à luz da vela, pois o temporal fizera das suas.

- É melhor levares a samarra!

De samarra abotoada, com a gola a esconder o rosto até ao nariz, saí em corrida, morto pra ver as castanhas e os castanheiros. Minha mãe conhecia bem o caminho, cheio de pedras, algumas bem aguçadas, e alertou logo à saída:

- Tu vai devagar! Se cais, não há quem te leve à farmácia!

Levava uma cesta suspensa no braço esquerdo e, com medo da minha escaravelhice, segurou-me bem com a outra mão. O vento era agora mais brando, parecendo tolhido pelo cansaço de uma noite inteira a soprar. A chuva também dera tréguas. As ruas, os regos e os caleiros estavam entulhados com o lixo que a água arrastara e fora deixando pelo caminho.

Subimos pelo cimo da aldeia até à beira da Escola, passámos junto às Almimhas. Minha mãe fez o sinal da cruz e rezou. Não me obrigou a rezar. Coisa rara! Deixou-me à vontade com os meus pensamentos ... saboreava o prazer de ir às castanhas em vez de mais uma sessão de tabuada na escola. Porém, era sábado...

O caminho apertava e subia cada vez mais. De um lado, os soutos da Esculca, do outro, as bouças do sopé da Veiguinha. Passa um burro por nós. Sem dono. Espavorido. Quem sabe se a fugir de um lobo.

Dez minutos depois, eis-nos a atravessar o ribeiro da Esculca, a iniciar uma pequena subida. Um pouco acima, parámos.

- É aqui!

A Abelheira era um souto em ladeira, com meia dúzia de castanheiros que medraram e envelheceram junta a uma bouça e do caminho pra Montenegrelo. O terreno restante ficara livre pra outras colheitas, como o centeio.

O castanheiro do fundo era dos mais antigos. O tronco largo apodrecera por dentro. Por fora, a toda a largura, o viço vindo da terra subia ainda em pleno vigor até aos ramos, sempre carregados de ouriços de onde caíam gordas castanhas.

A noite de ventania fizera um grande trabalho: milhares de castanhas jaziam por terra, já fora do seu casulo. Outras ainda lá estavam, muito escondidas.

- Pisa em cima do ouriço, que elas saem ! ( Aconselhou minha mãe)

E assim era: com a pressão do pé e o peso da chanca os ouriços iam cedendo, deixando soltar as castanhas. Umas vezes saía uma, outras aos pares como gêmeas.

Chegámos ao castanheiro final O mais jovem. Minha mãe deu-me a honra da última castanha.

Ofereci-me para ajudar no transporte. Minha mãe, com diplomacia:

- Prá próxima. Deixa primeiro fazer-te um saquinho.

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às 22:39

E tudo o tempo levou

por cunha ribeiro, Quinta-feira, 05.10.17

MÃO CALEJADA

Fazia sempre o que os pais lhe mandavam. Embora, por vezes, remoesse uma certa revolta por ser ele o mais sacrificado, entre os irmãos, a ir buscar água à fonte. Serviço que era preciso fazer várias vezes por dia, por não haver água canalizada, e que, por razões que lhe escapavam, lhe cabia mais vezes a ele. Desconfiava que era por ser o mais novo.

Porém, quando era um dos irmãos a mandá-lo, fazia tudo para equilibrar a balança.:

- Vai à fonte!

A resposta era, invariavelmente:

- Vai tu!

Nunca ninguém lhe batera. Em casa só ameaças. Na escola, arrufos de longe a longe, a terminar em abraços. Naquele dia, porém, sentiu o choque de uma mão calejada a cair-lhe nas costas.E vinha pesada, puxada com convicção, pelo mesmo braço que há pouco fizera estragos numa laje dura com a picareta.

A irmã insistira em mandá-lo à fonte, mas ele não estava praí virado:

- Não me apetece! (Ripostou, determinado)

Soou então uma ameaça:

- Olha que levas!

E, na resposta, uma espécie de desafio:

- O quê, bates-me?

Correu atrás dele pra lhe bater. Mas ele, habituado a saltar que nem um cabrito, fugiu porta fora. E não contente, durante a fuga, chamou-lhe nomes que a fizeram chorar. O pai, que trabalhava ali perto, veio indagar as razões de tal pranto.

- Não quis ir à fonte e chamou-me nomes! (Acusou, em soluços)

Deixou-se estar algum tempo, na rua, a brincar com colegas de circunstância, a ver se a irmã acalmava. Porém, ao regressar, a atmosfera era ainda pesada. O pai, que já o esperava, chamou-o à pedra:

- Então, meu figurão, que fizeste à tua irmã?!

- Eu, ... Bem, ...Ela ...

- Foste desobediente e ainda por cima chamas-te-lhe nomes, né, seu pirralho!?

Dizia isto, com ar grave e ameaçador, e com a mão pronta a sová-lo. Este, entretanto, fugiu para o quarto, atirou-se pra cima da cama, de barriga colada à colcha e o rosto escondido pelos braços O pai entrou, e sem mais palavra, desferiu-lhe três poderosos azoutes, deixando-o por largos minutos num mar de soluços.

No dia seguinte, ela, de nariz levantado, olhou-o de frente e, segura de si, ordenou:

- Preciso de água daqui a cinco minutos! Está aqui o cântaro!

Ele, alérgico a humilhações, não se conteve:

- Não posso, doem-me as costas!

Nesse exacto momento, a porta de entrada rangeu. Era o pai.

E o cântaro, de imediato, saltou do chão e saiu veloz para a fonte.

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às 10:38

Faleceu, hoje, em Parada de Aguiar, a nossa associada, Adelaide Cunha

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 02.10.17

 

adelaide... (1).jpgFoi com muita tristeza que soube da morte da Adelaide Cunha. À família enlutada quero, em nome da APM, expressar os sentimentos de amizade e solidariedade que nos unem. Lembrando ainda que a Adelaide foi desde a primeira hora uma entusiasta do nosso projecto associativo nele tendo colaborado sempre com muita alegria. Que esteja junto de Deus é o que mais desejamos neste momento.

adelaide.jpeg

 

 

 

 

FCR

 

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às 22:16

FALECEU O IRMÃO DA NOSSA ASSOCIADA, ISAURA MOURA

por cunha ribeiro, Segunda-feira, 02.10.17

Em nome da APM quero expresar os nossos sentimentos e desejar que Deus o tenha na sua eterna companhia.

manuel formosindo.jpg

 

Manuel Moura.

FCR

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às 22:12

AUTARQUICAS - CÂMARA MUNICIPAL, RESULTADOS: 2013 e 2017

por cunha ribeiro, Domingo, 01.10.17
 
CÂMARAS
PPD/PSD
46.38%
4.449 1
PS
45.26%
4.341 0
PCP - PEV
3.44%
330 0
CDS-PP
1.06%
102 0

Nulos: 150 (1.56%) Brancos: 220 (2.29%) Não Votaram: 7.704

...........................................................................................................................

TOTAIS 2017 VILA REAL > VILA POUCA DE AGUIAR

 
CÂMARAS
PPD/PSD
54.06%
4.984 1
PS
38.12%
3.514 0
CDS-PP
3.44%
317 0
PCP-PEV
0.81%
75 0

Nulos: 160 (1.74%) Brancos: 169 (1.83%) Não Votaram: 6.888

 

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às 17:45

SOUTELO DE AGUIAR, AUTARQUICAS 2013 e 2017, , ASSEMBLEIA DE FREGUESIA

por cunha ribeiro, Domingo, 01.10.17
 
CÂMARAS
PS
57.68%
278 0
PPD/PSD
35.89%
173 0
PCP - PEV
1.66%
8 0
CDS-PP
0.21%
1 0

Nulos: 8 (1.66%) Brancos: 14 (2.90%) Não Votaram: 441

 

::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

TOTAIS 2017 VILA REAL > VILA POUCA DE AGUIAR > SOUTELO DE AGUIAR

 
CÂMARAS
PS
54.62%
254 0
PPD/PSD
34.84%
162 0
CDS-PP
2.37%
11 0
PCP-PEV
1.08%
5 0

Nulos: 16 (3.44%) Brancos: 17 (3.66%) Não Votaram: 374

 

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às 17:44

COISAS DO ARCO DA VELHA

por cunha ribeiro, Domingo, 01.10.17

Soube que, algures em Parada de Aguiar, alguém, a quem gabo a inteligência, colou na parede do muro que circunda o seu quintal, a palavra LIXO, com uma seta a apontar para a "borrada" pública que ali deixaram ... de forma que até um morcego pudesse "ler"...
Entretanto, a propaganda, que há 4 anos fora informada, de boca, daquela nódoa evidente, teve que engolir a sábia provocação... E aquilo que deveria ter sido feito há anos, foi resolvido quase de um dia pró outro!!!! ..

 

CR

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às 11:07

Capela de Parada de Aguiar e Rua do Arco, com ef. especiais


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